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Guia de carreiras: ciências contábeis

Além de registrar transações, contador se tornou aliado dos gestores. Para cada contador há, em média, 40 clientes, diz professor da FGV. Por Vanessa Fajardo (Do G1, em São Paulo)


Guia de carreiras: ciências contábeis


Além de registrar transações, contador se tornou aliado dos gestores.
&39;Para cada contador há, em média, 40 clientes&39;, diz professor da FGV.


Por Vanessa Fajardo (Do G1, em São Paulo)


Se no passado, o profissional formado em ciências contábeis tinha a função de fazer os
registros contábeis de uma empresa, a partir de 2008, ele ganhou mais importância e
passou também a auxiliar o gestor na tomada de decisões. Detentor das informações
contábeis da empresa, o trabalho deste profissional não está mais restrito às análises
financeiras ou elaboração de relatórios.
A partir de 2008, o Brasil passou a seguir os normativos internacionais de
contabilidade, o que mudou o perfil do profissional e sua visibilidade, segundo André
Limeira, doutor em gestão com concentração em contabilidade pelo Instituto
Universitário de Lisboa, em Portugal. "Antes o contador era visto como um &39;guarda
livros&39; da empresa, pois só fazia o registro das transações. Hoje ele se tornou um
analista que contribui para a tomada de decisões", afirma Limeira, que também
integra o corpo docente da Fundação Getulio Vargas.
Para seguir carreira, é fundamental ter afinidade com os números, segundo
especialistas, já que o curso de graduação é voltado para a avaliação financeira e todas
as análises envolvem números e fluxos de caixa. Mas ficar apenas no ensino superior é
um erro que pode custar a evolução na carreira.
Como o "novo" contador passou a ser mais cobrado, ter somente a graduação deixou
de ser suficiente para ter destaque no mercado de trabalho. Pós-graduação, MBA,
domínio de inglês e conhecimento sobre o cenário econômico, mercado financeiro
entre outras atualidades se tornaram requisitos básicos da profissão. "O curso de
graduação é elementar, mas é muito pouco para quem quer assumir a contabilidade
ou a controladoria de uma empresa. A atualização tem de ser constante, é uma corrida
sem linha de chegada", diz Limeira.
Boa demanda
Quem se forma em ciências contábeis pode trabalhar com recursos humanos, na área
tributária de empresas, gerência financeira, auditoria, perícia contábil ou judicial.
Também pode atuar em escritórios ou abrir sua própria empresa. As micro e pequenas
empresas costumam terceirizar o serviço contábil, enquanto as maiores têm suas
próprias equipes, segundo o professor Limeira.
"Qualquer empresa, independente do tamanho, precisa de um profissional da área
contábil. Quem tem uma empresa doméstica precisa de um contador. Ele também é o
profissional que tem conhecimento maior para fazer declarações de imposto de renda.
O contador é imprescindível não só para empresas", explica Jádson Ricarte, formado
pela Universidade Federal do Sergipe (UFS) e integrante do Conselho Federal de
Contabilidade.
Para assinar balanços contábeis e desempenhar as funções do contador, após concluir
o curso de graduação o profissional precisa se submeter ao exame de suficiência
aplicado pelo Conselho Federal de Contabilidade que confere o registro. A medida foi
estabelecida no ano passado, pela lei 12.249/2010. É como se fosse o exame da Ordem
de Advogados (OAB) aplicado aos bacharéis em direito. Assim como ocorre no direito,
o exame da contabilidade também é bem rigoroso, segundo Ricarte.
"É bem parecido com o exame da OAB, é também muito rigoroso. No último exame a
aprovação foi de 38% e é bem comum os estudantes terem de fazer cursinho para ser
aprovados", afirma Ricarte. Sem o registro no conselho, a atuação do profissional fica
limitada e ele não está habilitado a assinar relatórios e balanços contábeis.
O professor André Limeira diz que para cada contador há, em média, 40 empresas
precisando de profissionais da área contábil. Se o mercado está aquecido e há espaço
para novos profissionais, o lado ruim da história é que falta qualificação, segundo ele.
"Na área contábil a oferta é grande, e de 2008 para cá, a demanda cresceu muito. Mas
a falta de atualização dos profissionais é um entrave. Um contador que se formou há
cinco anos precisa procurar novos para aprender o que o mercado está aplicando."
Não há piso salarial nacional estabelecido por lei. Ricarte estima que o salário inicial
gire em torno de R$ 2.500 e R$ 3.000.


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