Tecendo ideias

Entrevista: Educação Financeira

A Educação Financeira é para todas as pessoas, independente do salário ou renda de cada uma. É importante frisar isso, pois a maioria dos problemas...


ENTREVISTA PING PONG – EDUCAÇÃO FINANCEIRA

RICARDO BRANDÃO NOGUEIRA
Administrador de Empresas formado pela Faculdade Ruy Barbosa e Contador formado pela Faculdade Estácio de Sá. Concluiu MBA em Controladoria para Gestão de Negócios na UNIFACS em setembro de 2012. Dez anos de experiência em Auditoria e Consultoria atuando em empresas de grande porte nessas áreas, tais como PwC, Performance e BDO Trevisan prestado serviços nas maiores empresas do Brasil. Atualmente é Sócio Diretor da OXBN Consultoria e Gestão de Negócios, empresa de consultoria que atua nas áreas de controladoria, educação financeira, contabilidade, finanças, auditoria, condomínios, e finanças pessoais, além de exerce a função de Controller na V&S Ambiental. Lecionou diversos treinamentos de Contabilidade e Orientação Financeira, Finanças Pessoais e Controladoria.


ENTREVISTA

Colégio Anchieta - Você está ministrando aulas para professores do Colégio Anchieta sobre Educação Financeira. Qual o maior objetivo deste curso? E quais os conceitos que você pretende passar?


Ricardo Brandão - O objetivo do Programa de Orientação Financeira é transmitir aos alunos, através dos professores das mais variadas disciplinas, conceitos que os auxiliem a desenvolver uma relação saudável e equilibrada com o dinheiro. A intenção é desenvolver conteúdos relacionados à formação de atitudes que provoquem uma postura mais crítica em relação ao consumo, fazendo com que todos os envolvidos neste projeto (alunos, professores e coordenadores) sejam incentivados a começar a diferenciar o que querem do que realmente precisam. Esse discernimento é fundamental para a criação de uma cultura de consumo consciente, para que os desejos não extrapolem limites do que é possível comprar. Educar para o dinheiro é estimular a organização pessoal, a disciplina para ter qualidade de consumo para toda vida e as escolhas equilibradas. Não é condenar o consumo e estimular o acúmulo, mas sim favorecer o equilíbrio entre o que é necessidade, desejo e poder aquisitivo.

Vale frisar que a Orientação Financeira não se refere à conceitos sobre investimentos, fórmulas ou como acumular um milhão de reais ou coisa parecida. Refere-se à hábitos, rotinas para desenvolver a maturidade financeira que é a capacidade de adiarmos os desejos de agora em função de futuros benefícios.

CA - Como será o curso? Carga Horária? Qual o público?


RB - O Programa de Orientação Financeira, neste primeiro momento, é destinado aos professores e Coordenadores da Educação Infantil ao Ensino Médio do Grupo do Colégio Anchieta, com carga horária de 12 horas, por grupo, distribuída em encontros quinzenais. Nesses encontros são apresentados e discutidos os principais conceitos inerentes ao tema como conceito de caro e barato, desejo e necessidade, escolhas e consequências, relação com o dinheiro, hábitos de consumo, dentre outros e como os mesmos estão inseridos e interferem na nossa vida.


Apesar de o público final ser constituído pelos alunos, o importante é que os principais conceitos da Orientação Financeira sejam discutidos e absorvidos por todos. Somente assim o Programa atingirá o seu objetivo. Os professores utilizarão os conceitos discutidos nos encontros para estimular em seus alunos o consumo consciente e equilibrado e a repensar a relação com o dinheiro.

CA - Como a educação financeira pode ser inserida em sala de aula? Qualquer disciplina pode ter em seu conteúdo algumas noções deste tema? A partir de que idade os alunos podem começar a receber aulas ou noções de educação financeira? Por exemplo, para uma criança de 5 anos, o que ela já pode aprender e até levar pra casa de aprendizado?

RB - Por não se tratar apenas de fórmulas matemáticas ou investimentos, e sim do nosso comportamento e relação com o dinheiro, o exercício da Educação Financeira constitui uma necessidade para uma vida equilibrada nos dias de hoje. Desta forma, pode ser abordada, no ambiente escolar, de forma interdisciplinar e pode ser trabalhado em qualquer disciplina. O ensino das noções de finanças pessoais, orçamento, planejamento financeiro, entre outros conceitos, deve está ligado a aquisição de comportamentos / hábitos adequados para o consumo consciente e uma relação saudável com o dinheiro. Por isso, desde o primeiro ano na escola, é possível incentivar em sala de aula, comportamentos que favoreçam o desenvolvimento crítico em relação ao próprio consumo. Por exemplo, entre 5 e 6 anos de idade podemos ensinar noção de caro e barato, identificação dos números nas moedas, o que propicia começar a ensinar a criança comparar preço de um mesmo produto de marcas diferentes e fazer pequenas escolhas, aprendendo que para toda escolha existe uma consequência.


Na verdade a aplicação dos conceitos e hábitos da Educação Financeira estão mais ligados a faixa etária do que a uma disciplina específica.

CA - Existe alguma pesquisa que indica que os conceitos aprendidos na infância podem ser aplicados na vida adulta?


RB - Não temos conhecimento de uma pesquisa específica, mas a maioria dos grandes autores da psicologia e pedagogia afirma que o que aprendemos na infância levamos para a vida adulta, de alguma forma, repetindo ou melhorando o que aprendemos. Por isso a Educação Financeira se baseia na repetição dos conceitos e hábitos que ajudam a termos uma relação mais equilibrada e saudável com o dinheiro. Tem a ver com comportamento. Quanto mais cedo os jovens tiverem contato com a Orientação Financeira, mais natural passará a ser a aplicação desses conceitos no seu dia a dia, porém, qualquer pessoa, em qualquer idade pode, e deve, ter uma relação mais equilibrada com o dinheiro.

CA - A má administração financeira é hoje um impacto na qualidade de vida das pessoas? As empresas hoje também já se preocupam com funcionários que passam por problemas nesta área?


RB - Problemas com dinheiro impactam fortemente na qualidade de vida das pessoas, pois podem desencadear alguns sintomas, como distúrbios de sono, ansiedade, baixa produtividade no trabalho, irritabilidade constante dentre outros.


A Educação Financeira é para todas as pessoas, independente do salário ou renda de cada uma. É importante frisar isso, pois a maioria dos problemas financeiros que as pessoas enfrentam são decorrentes de escolhas equivocadas que foram feitas e de uma relação desequilibrada com o dinheiro. Uma prova disso é que muitos profissionais reclamam que não sobra nada do salário, mesmo depois de receberem um aumento ou promoção.


As empresas já percebem que problemas financeiros podem impactar diretamente a produtividade das pessoas no trabalho, por isso algumas buscam oferecer palestras, oficinas sobre finanças pessoais, como forma de prevenir ou atenuar os problemas com dinheiro e possíveis sintomas que afetem a qualidade de vida do seu empregado. Algumas, inclusive, já começam a implantar programas de Orientação Financeira para seus colaboradores com o objetivo de proporcionar aos mesmos uma relação mais equilibrada e saudável com o dinheiro.
  


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