ANCHIETINHA Bela Vista

Estudos na Itália

Membros do GEA participam da 11ª Formação Internacional, na Itália.


 As professoras membros da diretoria do Grupo Educacional Anchieta, Virgínia Lucas (ANCHIETINHA-Aquarius), Sarah Sodré (ANCHIETINHA-Itaigara), Gabriela Sá (ANCHIETINHA – Bela Vista - Fluency & Tech, nova sede no Horto Bela Vista em 2018) e Maria do Socorro Mota (Colégio São Paulo), participaram, de 07 a 12 de maio, da 11ª Formação Internacional com educadores e visitas às creches e escolas para a infância, em Reggio Emilia, no norte da Itália. Na ocasião, o grupo de estudos fez pesquisas e discutiu a prática pedagógica da rede municipal da região, com base nos princípios do estudioso Loris Malguzzi.
Confira os relatos com as experiências vividas pela professoras:

Maria do Socorro Mota (Colégio São Paulo)
“Em viagem à cidade de Reggio Emilia – Itália, participamos do Grupo de Estudo da América Latina, promovido pelo Centro Internacionale Loris Malaguzzi, no período de 7 – 12 de maio do corrente ano.
A estrutura do Centro, além dos ambientes de estudos, abriga a única Escola da Infância e Primária, em que a concepção educativa segue os mesmos princípios das Creches para a Infância. Nesse espaço cultural, participamos do ateliê “Luce e Suono”, com a atelierista Isabela Meninno, organizados em grupo fomos os protagonistas de atividades em que exploramos os diversos objetos disponíveis e analisamos seus comportamentos diante da presença e da ausência de luz. Esse momento nos oportunizou uma reflexão do quanto as crianças são valorizadas em seu potencial criativo e como a educação inovadora potencializa as suas competências.
Durante os cincos dias de estudo, ouvimos pedagogistas, professores, atelieristas, psicológa e gestores da Reggio Emilia. Acompanhamos o dia-a-dia das crianças, no qual observamos as atitudes, como se relacionam com o corpo e se aproximam da realidade, a autonomia em gerir o conhecimento através de pesquisas, criando hipóteses e explorando os ambientes. Essas produções são registradas pelos educadores e socializadas através de murais, vídeos, relatórios e livros.
Muitas aprendizagens ocorreram com a nossa participação no Grupo de Estudo, percebemos a valorização de uma educação participada (de escuta), o respeito aos direitos das crianças, o diálogo constante com a Comuna, os recurso humanos e instrumentos necessários aos frequentadores das creches, a relação da família com a escola foram aspectos que apontaram a concepção reggiana e que refletem a ideia inicial de Loris Malaguzzi.
Agradecemos aos diretores do GEA e à coordenadora do CEGEA, o investimento realizado em seus gestores e educadores, com a intencionalidade de oferecer uma educação contemporânea e de excelência aos nossos alunos.”

Virgínia Lucas (ANCHIETINHA- Aquarius)
“Foi uma semana especial de estudo, conexões e aprendizagens. A nossa responsabilidade como educadores inclui conhecer outras realidades, buscar outras culturas, outras experiências, “sair da caixa” para ampliar o olhar. Estudar sempre, trocar ideias e refletir sobre a nossa prática pedagógica. Nessa perspectiva, conhecer as escolas de Reggio Emília foi a realização de um sonho. Aquela pequena cidade tem uma tradição de creches e escolas infantis desde 1860, antes da unificação da Itália, um conde, que veio a ser prefeito, criou uma creche laica para crianças de famílias mais carentes. Muitas coisas aconteceram até 1947, quando a comunidade local, principalmente as mulheres, começaram a construir uma escola com os destroços da guerra. É quando chega Loris Malaguzzi (1920 – 1994) considerado o iniciador e o inspirador do que os italianos chamam de aventura educativa reggiana. Pedagogo italiano, nascido em Correggio, por mais de cinquenta anos viveu, trabalhou, investigou e realizou experiências concretas em Reggio Emilia, cidade onde construiu sua obra, identificada como a Pedagogia da Escuta.
A ideia é que a escola deve ser viva, uma escola que se transforma e que acredita que todos têm muito a aprender e também a compartilhar. Uma escola que respeita a criança, valorizando sua autonomia e investe na formação continuada dos educadores.
Em Reggio, constatamos o que já acreditávamos, que a escola deve ser uma casa de educação onde se exercita, diariamente, o aprender a aprender.
Enfim, foi uma alegria encontrar colegas de outras partes do mundo, que, assim como nós, estão dispostos a refletir sobre a prática educativa.”

Sarah Sodré (ANCHIETINHA- Itaigara)
“Viver a experiência de imersão de cinco dias na cidade de Reggio Emilia, na Itália me fez refletir acerca de diversos pontos tanto no campo profissional, como no campo pessoal, até porque, como disse Nóvoa “O profissional é a pessoa a pessoa é o profissional”. Fiquei mobilizada! Viver a experiência de participar, olhar, observar e constatar o que Loris Malaguzzi postulou acerca do ensino e da aprendizagem do ser humano, foi viver, de fato, em um território de aprendizagens de crianças, de educadores e famílias, de maneira real. Constatar o reconhecimento do direito à educação, desde o nascimento, e de que a imagem da criança é o núcleo central de todo o projeto educativo, através de experiências originais e criativas, foi singular.
Nessa comunidade educativa, a criança pertence a um plano cultural, social, tudo isto ancorado em teóricos como Bruner, Malaguzzi, Piaget e Vigotsky, sem esquecer de trazer a escuta, a subjetividade, a sedimentação dos valores, a ética, o uso das diversas linguagens como centro do trabalho, enfim como eles nos disseram: é uma dança do conhecimento e da ação.
A comunidade de Reggio vive e respira a educação, o desenvolvimento da autonomia e o reconhecimento de que esses dois pontos favorecem a conquista da cidadania e da civilidade.”


Gabriela Sá (ANCHIETINHA- Fluency & Tech)
“Visitar as creches e escolas de Reggio Emília foi uma experiência profissional enriquecedora! Vivi uma imersão na cultura local ao longo desses dias. Poder ouvir e dialogar com profissionais diferentes me fez refletir, ainda mais, sobre o trabalho com a Educação Infantil do Colégio Anchieta. Aprofundei meus estudos sobre essa proposta educativa, que valoriza a construção do conhecimento através de investigações. Nessa experiência, tive a oportunidade de conversar sobre diferentes estratégias junto com outros professores e colegas, ampliando minha visão de mundo. Estar na cidade de Reggio Emília me proporcionou observar o exercício da cidadania e da tolerância às diferenças. O trabalho é conduzido de maneira democrática, sendo a equipe pedagógica, alunos e familiares atores importantes no processo.”

 

 

 

 


 


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